Onde a arqueologia encontra o feminino sagrado
Sacred Archaea é um projecto de investigação e de escuta. Nasce do cruzamento raro entre a leitura científica dos lugares e a atenção profunda àquilo que a paisagem ainda sussurra. Cada caminho que propomos é primeiro estudado com o olhar da arqueóloga e depois percorrido com a presença de quem reconhece o sagrado. Só depois se abre a quem caminha connosco.
Trabalhamos com cuidado pelo território. Não deixamos marca, não retiramos pedra, não interferimos com o que o lugar guarda. A reverência pela paisagem é uma prática, não uma declaração. Chegamos devagar, escutamos, agradecemos e partimos.

Arqueóloga e fundadora de Sacred Archaea, Filipa Faustino dedica o seu trabalho ao património ancestral e à relação entre território, memória e feminino sagrado. Acompanha peregrinações e encontros com o rigor de quem estuda e a presença de quem escuta.
Sacred Archaea desenha se a partir do trabalho da THEA, Timeless Heritage and Ethno Archaeology, laboratório de pesquisa dedicado ao património ancestral. É da THEA que vem o rigor da investigação, o estudo dos contextos, a leitura das camadas que cada território guarda. É desse fundamento científico que nasce a liberdade de escutar o que não se mede.


As Rotas do Norte nasceram da paixão por peregrinar por sítios espiritualmente poderosos. Durante alguns anos percorremos a Galiza, Astúrias, Cantábria, Bretanha, Inglaterra, Escócia e Irlanda, explorando território, escutando lugares, descobrindo camadas de magia que a paisagem guarda. Só depois desse trabalho silencioso de reconhecimento é que criámos peregrinações únicas, guiando peregrinas por caminhos ancestrais já testados com o corpo e com a Alma.
O projecto assentava em quatro pilares que se sustentam mutuamente: descobrimento cultural, património natural, autodescobrimento e alegria de viver. Sacred Archaea nasce dessa continuidade, acrescentando o laboratório, a investigação e um círculo mais amplo de quem caminha connosco ao longo do ano.
1
A primeira leitura do território, em silêncio, antes de qualquer palavra.
2
A arqueologia do lugar, o que a investigação revela sobre quem aqui esteve.
3
O gesto antigo repetido com as mãos, o saber que passa pelo corpo.
4
A prática contemplativa, a meditação e o silêncio que deixam o lugar falar.
5
A partilha em círculo, onde a experiência ganha forma e permanece.
Rigor científico e reverência ritual, lado a lado. É essa a nossa forma de estar diante do que os antepassados deixaram.